Não sei o que postar, mas eu quero escrever mesmo assim.
Quero falar de tudo que está acontecendo dentro de mim. Quero falar da falta que eu sinto do meu eterno melhor amigo e de seu orgulho.
Quero dizer que eu me arrependo eternamente de brigar por coisas tão pequenas diante de tudo que a gente já tinha vivido. E que estes 9 meses sem sua amizade apertam meu coração por nunca ter falado sobre isso.
M. Fernando, eterno admirável mala - sem - alça. Mas era o único mala que eu aturava! Orgulhoso, odiava ser contrariado. Se achava o dono da verdade. Mas era meu amigo.
Falava muito, sobre tudo e todos. Era difícil conversar, porque eu também falava demais, e ao mesmo tempo que ele. E mesmo nessa bagunça de palavras, a gente se entendia!
Só nós, nos entendiamos. Com olhares, gestos, já bastavam.
Eu lembro das festas e das bebidas. Lembro dele bêbado! Quem era que ele chamava pra choramingar? Eu sempre larguei tudo que estava fazendo pra ir atrás dele, porque eu sabia que naquele momento, ele precisava de mim, assim como muitas vezes precisei dele. E ele sempre tava lá pra me ouvir (e falar, lógico). E dar palpite, e me dar broncas. Ele sempre tinha uma observação a mais há fazer sobre tudo!
É um cara inteligente, sempre escreveu coisas bonitas. Ainda lembro de um post em seu fotolog em homenagem ao meu aniversário. Hoje eu li esse post e já me enxeu os olhos. Só não é tão inteligente pelo fato de não conseguir deixar o orgulho de lado e abraçar de novo.
Nunca mais ninguém passou horas comigo dissertando sobre a Fresno e a comunidade. Nunca mais ninguém ficou horas comigo descobrindo brincadeiras com nome de famosos, e nem me chamou quando estava bêbado. Nunca mais nada foi igual desde que
você abandonou tudo.
E eu tentei voltar atrás, mas teu orgulho entrou na nossa frente.
Só queria mesmo que soubesse, do fundo do meu coração, que eu nunca deixei de
amar você.
Que nunca fui falsa com você, que eu nunca quis fazer algo que te prejudicasse, nunca quis teu mal.
Eu só queria que você me perdoasse (...)