Odeio o frio.
O frio que me envolve, o frio interno que cresce gradativamente, o frio que eu deixo transparecer.
Como eu queria que fosse pra sempre, como eu queria que existisse tele-transporte. É difícil e ruim perceber e aceitar que quem me completa, nunca estará comigo.
Mais difícil ainda é aceitar que a única pessoa que eu preciso é de mim mesma. Que eu me amando, basta pra ser feliz, e quem sabe acabar com esse frio.
É que por muitas vezes eu me pego pensando nisso e concluo que seria melhor com você, que eu posso ficar bem sem você, mas com você seria melhor.
É que por muitas vezes eu sinto necessidade de você e você nem se quer nota. É que meu coração é burro e não sabe calcular distância. É que eu te escolhi pra ser único. E você me escolheu pra ser mais uma.
Mas eu estou aqui pra você, só pra você.
Eternamente, pra você.
Se você precisar de ar, eu paro de respirar.
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- Eu tenho crise de egocentrismo, carência ilimitada e um grau de auto - estima um pouco abalado. Eu gosto mais de falar do que ouvir, gosto mais de agir do que pensar, gosto mais de sorrir do que chorar. Prefiro os complicados ao invés do simples, gosto dos estranho ao invés dos comuns, cuido mais dos outros do que de mim mesma. Eu sou estabanada, desastrada e curiosa, sou chorona, sou chata, sou grossa, mas no fundo eu sou uma pessoa legal. Gosto do tudo e do nada, gosto de qualquer coisa, inclusive, o que me agrada é tão estranho, que até eu desacredito. Eu sou um pouco de tudo o que ninguém quer ser, mas que de alguma forma me torna alguém, eu sou a criptonita de uns e o nada de outros. Eu sou a Lana.
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