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Eu tenho crise de egocentrismo, carência ilimitada e um grau de auto - estima um pouco abalado. Eu gosto mais de falar do que ouvir, gosto mais de agir do que pensar, gosto mais de sorrir do que chorar. Prefiro os complicados ao invés do simples, gosto dos estranho ao invés dos comuns, cuido mais dos outros do que de mim mesma. Eu sou estabanada, desastrada e curiosa, sou chorona, sou chata, sou grossa, mas no fundo eu sou uma pessoa legal. Gosto do tudo e do nada, gosto de qualquer coisa, inclusive, o que me agrada é tão estranho, que até eu desacredito. Eu sou um pouco de tudo o que ninguém quer ser, mas que de alguma forma me torna alguém, eu sou a criptonita de uns e o nada de outros. Eu sou a Lana.

18 de dezembro de 2009

sobre o passado

Me diz o que eu faço quando se tem um passado mais que presente em sua vida, quando você faz de tudo pra deixar uma coisa de lado, e quanto mais você foge, mais a vida te trás pra perto disso ...
Eu sei que já fiz de tudo que eu poderia ser feito, mas algo mais forte não quer me separar desse sentimento, pode ser o meu outro lado que de alguma forma e não sei porque ainda acredita nesse amor. Ás vezes eu ainda acredito que sei lá, que poderia fazer ele feliz, que ele notaria meus esforços, minhas palavras, e sentiria falta do meu abraço.
É foda, você ver mil pessoas, e não conseguir enxergar nada além daqueles olhos verdes, é foda a pronúncia de teu nome te deixar balançada, é foda começar a falar da pessa e os olhos enxerem de lágrimas. Eu não sei mais o que é isso, se é amor mesmo ou é falta de amor por mim mesmo. Eu só sei que eu quero ele.
Eu quero mais do que eu quis alguém nesse meu 19 anos. Eu amo mais do que amei meu primeiro namorado, porque primeiro namorado a gente sempre ama intensamente. Eu choro por ele mais do que chorei quando levei meu primeiro fora. Tudo na vida é ele.
Eu penso em sair correndo, pegar um ônibus só pra dar uma abraço nele, aquele último abraço - ou não - e viver minha vida. Mas eu sei que se eu chegar perto dele, vou querer que seja pra sempre, e ele pode não pensar a mesma coisa. Eu sei também que mudaria muita coisa na minha vida, pra melhor ou pra pior, e me faria outra pessoa.
Eu sei que tenho que tirar essas idéias da minha cabeça, e continuar como estamos. Sem comunicação, sem declarações de amor, eu carregando sozinha todo esse amor, que da o dobro do tamanho dele, carregando o brilho do olhos verdes, do abraço apertado, do pé dolorido que ele pisou, do beijo mais gostoso, do carinho no meio da rua, das lembranças sentada na esquina deitada no colo dele, e da despedida, que nunca mais teve um reencontro.
Só eu sei o que eu sinto.

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