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Eu tenho crise de egocentrismo, carência ilimitada e um grau de auto - estima um pouco abalado. Eu gosto mais de falar do que ouvir, gosto mais de agir do que pensar, gosto mais de sorrir do que chorar. Prefiro os complicados ao invés do simples, gosto dos estranho ao invés dos comuns, cuido mais dos outros do que de mim mesma. Eu sou estabanada, desastrada e curiosa, sou chorona, sou chata, sou grossa, mas no fundo eu sou uma pessoa legal. Gosto do tudo e do nada, gosto de qualquer coisa, inclusive, o que me agrada é tão estranho, que até eu desacredito. Eu sou um pouco de tudo o que ninguém quer ser, mas que de alguma forma me torna alguém, eu sou a criptonita de uns e o nada de outros. Eu sou a Lana.

30 de outubro de 2010

Sobre chover, garoar, essas coisas.

Eu ja mencionei que odeio chuva né? É algo que me causa um desgaste emocional, me incomoda e me irrita muito ver aquele céu chuvoso e o vento gelado, acompanhando a noite perfeita para alguns mortais. Perfeitas? Só se for pros amantes alienados, e não para largadas solteironas (eu, eu e eu). Pra mim é cenário do desespero uma sexta feira a noite, véspera de mais um dia de trabalho no sábado de manhã aquela chuva.
Saindo do trampo hoje me deparei com essa cena e me deu um aperto no coração. É, Lana! Mais um dia de chuva, e você ai, sem ter com que compartilhar a noite e o cobertor. Ok, amor não é tudo na vida, mas pelo menos essa noite eu gostaria que ele fizesse parte da minha, que esta parada sentimentalmente falando tem dois anos. E mesmo com essa rotatividade de amores mal resolvidos, culpa da internet, nada desses romances substitui o verdadeiro “ essa noite eu preciso de você, e vou te ter”
Nenhum “ eu queria estar com você agora “ substitui o ato de estar, de esperar no sofá uma voz te chamar no portão, e você sair de dentro de casa sorridente, pois tem com quem passar essa e outras noites. É por isso que eu odeio a chuva, odeio o frio e tudo que possa me lembrar que estou sozinha. Porque nessa época me sinto ainda mais sozinha, e mal amada.
Ai quando surge o sol, meu sorriso volta e o amor já nem faz tanto sentido.



Mas essa sensação de vazio e solidão estão cada vez mais freqüentes. ;s

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