Sempre sozinha, seja noite ou seja dia.
Ora brilhando, ora apagada. E no mesmo lugar, sempre.É, você sabe onde me encontrar! Tu também estará lá, mas em outra hora. Tu compartilhas o mesmo céu que eu, e raramente nos encontramos! Engraçado, né?
O céu é tão grande, mas ao mesmo tempo é tão pequeno pra nós dois ... deve ser por isso que estamos separados. Deve ser por isso que nossos caminhos se cruzaram poucas vezes, e não duraram esses encontros. Deve ser por que eu sem você, é o tal do destino;
Mas que porra é essa de destino que quer separar os dois maiores amantes? Que porra é essa de destino que nos mantém longe, em um céu tão enorme que muito bem poderia nos deixar unido ao mesmo tempo, e mesmo assim insiste em nos causar desencontros?
Distância existe até em metáforas. Platonismos também. Desencontros e desilusões, os grandes poetas morreram disso? Será que eu serei uma grande poeta ou só mais uma boêmia que gosta de chorar de amor em blogs mal lido? Será que eu vou ser só mais uma que gosta de comparar romances com o céu, minha vida como a de uma Lua e te ter como o meu Sol eterno?
AAH CARALHO! Eu não sei.
Eu posso ser a Lua e inspirar os amantes, os apaixonados, os compositores. Eu posso ser a Lua e permanecer sozinha, mesmo cercada de estrela. Eu posso ser a Lua e ter meus dias cheios, e os que sumo por me sentir vazia. Depois eu volto, renovada, cheia de novidades; Eu posso ser a Lua que falta a outra metade, que por acaso está com você.
Eu posso ser a Lua e te acompanhar pelas noites, sem esperar nada em troca. Eu posso ser a Lua e lhe iluminar, velar teu sono, admirar você de longe.
E você pode ser meu Sol, pois sem teu brilho eu não sou nada.

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